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Sinfonia

Minha alma é uma orquestra oculta; não sei que instrumentos tange e range, cordas e harpas, tímbales e tambores, dentro de mim. Só me conheço como sinfonia. Fernando Pessoa (Bernardo Soares)

Temos um banco no nosso jardim

Temos um banco, no nosso jardim de Malicorne, situado diante de um lago, ao qual chamamos "banco do tempo que passa". Às vezes, sento-me nele e sinto que, juntamente com as libelinhas, as carpas, as alvéolas brancas pousadas nos nenúfares e no grande salgueiro, faço parte do cosmos. Se ali estou e posso reflectir é porque habitamos um universo no qual se desenvolveu um processo extraordinário, uma saga épica à qual chamamos o "crescimento da complexidade". As descobertas científicas não cessam de nos revelar a nossa origem cósmica. Que caminho percorremos nós, seres humanos, para estar aqui, agora? A nossa existência está ligada a fenómenos que se desenrolaram ao longo de milhares de milhões de anos, se desenvolveram num espaço de milhões de anos-luz e incluem o aparecimento das galáxias, das estrelas e dos planetas. É aquilo a que eu gosto de chamar a "bela história". Hubert Reeves

Europe to the Stars

Amanhã no Observatório Astronómico de Lisboa, filme da ESA e palestra, programa aqui , videodifusão aqui .

A matemática e a música

No limiar do terceiro milénio da nossa era a célebre expressão de Leibniz, “Musica est exercitium arithmeticæ occultum nescientis se numerare animi” (A música é um exercício oculto de aritmética de uma alma inconsciente que lida com números), poderá ser tomada em sentido lato numa concepção contemporânea de arte e ciência. Com efeito, na criação, transmissão e entendimento da música, hoje em dia, como antigamente, verifica-se a existência de um conjunto de relações sonoras e simbólicas que, directa ou indirectamente, poderão ser associadas às ciências matemáticas. José Francisco Rodrigues

Dar a contemplar e a perceber

Tentei prestar homenagem ao esplendor e à inteligência do Universo, exprimir simultaneamente a sua criatividade, capacidade inventiva, beleza e riqueza. Quis dar a contemplar e a perceber. Hubert Reeves

Bach num xilofone ou o prazer da madeira